Calma que outro dia já vem!
Fiquei imaginando quantas pessoas tentei colocar no lugar dela. Várias. Várias mesmo. Consegui até um filho com uma. Ainda bem! Se não fosse tudo assim Rian não estaria aqui comigo.
Mas poderia ter sido bem diferente. Se não tivesse ocorrido algumas decisões. Decisões dela. Decisões minhas.
É angustiante. Você olha pra ela e quer dizer milhares de coisas. Pára e pensa. Pensa. Pensa. Não pode dizer nada. Não pode. Não deve. É angustiante. Um grito preso querendo dizer: EU TE AMO PORRAAAAA!!!!
Mas ele é engolido com aquela saliva densa e pesada. Respira-se fundo. É... Fica pra próxima. Se houver uma próxima. E se a situação for conveniente. Veremos.
Quem sabe um dia tudo isso acontece.
Ado, A-ado...
Vou dizer que achei mó paia¹? Vou não! É engraçada essa dancinha. Fiquei treinando no banheiro enquanto tomava banho com o Rian. Eu fazendo e ele imitando. Quase que a gente escorrega tentando fazer o polichinelo com giratória que a gente tentou inventar na hora.
“Polichinelo-com-gi-ratória, polichinelocomgiratória” Iêiiii!! Quase beijo o vaso por causa do chão molhado.
Só sei que foi bem 1 hora de “dança bonitooo, dança bonitooo” e o rian só se abrindo² da comédia. É... O Rian realmente assistiu uma besta quadrada dançando a Dança do Quadrado.
Paciência. Sou bobo, mas sou feliz!
Dicionário Cearês:
¹ Algo de características ruins, patéticas ou feias.
² Rir muito e alto
Dança do Quadrado
Zummmmmmmm
Eu queria olhar no espelho e ter a visão de como será daqui a uns 10 anos. Como será que eu estarei? Não falo fisicamente. Penso no dia-a-dia. Como ele será. O que estará acontecendo comigo?
Por que os dias que se passam estão difíceis. Muito trabalho, pouco tempo para mim, pouco tempo para esse momento de escrever e colocar pra fora tudo que penso e sinto. É um alívio esse momento aqui. Como sinto falta desse bate-papo que tenho comigo mesmo. Passo a semana pensando e imaginando várias coisas pra escrever. Se pudesse passava o dia todo escrevendo; melhor exercício que existe. Pelo menos pra mim é. Depois de uma meia hora escrevendo é como se eu tivesse ido pra uma corrida de tão ofegante que fico. Acho que é por causa do envolvimento na hora de passar as coisas para o “papel”. Me entrego psicologicamente e vou escrevendo como se estivesse correndo, pois as palavras vão surgindo na cabeça e os dedos não conseguem acompanhar tal velocidade. No final acaba saindo algumas coisas realmente iguais ao imaginado, algumas não, mas é assim mesmo.
Minha idéia é comprar um mini-gravador e sair falando, acho que fica mais fácil. Depois é só ouvir e ir melhorando onde for preciso.


